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Sonha em ser bombeiro civil? Profissão não precisa de graduação e oferece remuneração de até R$3,5 mil

Sonha em ser bombeiro civil? Profissão não precisa de graduação e oferece remuneração de até R$3,5 mil

bombeiro civil apagando fogo

Diferentemente dos Bombeiros Militares – funcionários do governo que podem agir em qualquer lugar em que o socorro seja necessário -, o bombeiro civil tem atuação restrita ao local em que trabalha, o que possibilita uma ação mais rápida, já que possui conhecimento a respeito das instalações onde se encontra. Geralmente, atua em prédios comerciais, casas de shows, hipermercados, lojas de departamento e campi universitários.  

Mas, exatamente, o que faz este profissional? Quem responde é o gestor de Desenvolvimento Técnico da Sprink, empresa pioneira no treinamento de bombeiros civis e que já formou mais de 20 mil profissionais. “Ao assumir o plantão, o Bombeiro Civil reavalia possíveis riscos para a edificação. Verifica a casa de bomba – o coração do sistema do combate a incêndios – para certificar-se de que está funcionando. Verifica se as roupas e o EPR (Equipamento de Proteção Respiratória) estão devidamente ajustados, para, caso precise usar, a colocação seja rápida”. Ele ainda completa dizendo que “durante o trabalho, entre outras atribuições, este profissional foca na prevenção de acidentes e analisa se itens como extintores, sprinklers e hidrantes estão dentro do padrão. É um constante levantamento de riscos para garantir a segurança, em especial, nos horários de maior movimento”.  

A legislação está contribuindo para o avanço da profissão e o aumento de vagas ofertadas na área, resultando em um cenário de crescimento para os próximos anos. Em setembro, por exemplo, o Rio de Janeiro decretou uma lei que torna as brigadas de incêndio compostas por bombeiros civis obrigatórias em lugares de grande afluxo de pessoas. As oportunidades mais recorrentes são para atuar diretamente para uma empresa – uma prestadora de serviços – como terceirizado ou mesmo para atuar como profissional autônomo ou freelancer em ocasiões eventuais. 

Segundo Santos, a média salarial no Brasil gira em torno de R$ 1,6 mil, para uma jornada de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso. Como esse profissional pode enfrentar situações de perigo, tem direito ao adicional de 30% de periculosidade. 

Formação 

Além de coragem, disciplina e empatia, a prontidão é o grande alicerce que mantém um bom bombeiro civil. Por isso, o treinamento é crucial para a formação do profissional. A lei federal exige um curso obrigatório para poder atuar na área. Em alguns estados da federação, há legislação específica dimensionando e determinando a carga horária do curso. Nos estados que não há legislação, a NBR 14608 recomenda um período de aproximadamente 210 horas de curso, entre aulas práticas e teóricas.  

Tanto nas legislações quanto na norma o objetivo é o mesmo, tendo em vista que as legislações foram realizadas com base na NBR 14608. Em qualquer local, no curso é possível entender desde a rotina de prevenção, os riscos que as plantas possuem e até mesmo simular as diversas situações a enfrentar.   

Para ingressar no curso de bombeiro civil é necessário ter no mínimo 18 anos, Ensino Fundamental completo e ser aprovado no exame médico. Depois de concluir a qualificação, o profissional faz um curso de atualização, conforme a legislação específica ou a NBR 14.608.  

As escolas de formação e instrutores também devem estarem preparados para oferecerem a melhor experiência ao aluno. Particularmente o Centro de Treinamento Sprink é o único no Rio de Janeiro que possui Instrutores com experiencia e certificações internacional (PRO BOARD, NFPA, NSC, AHA, NI).  

Na hora de escolher uma escola de formação, é importante pesquisar se a instituição possui todas as atribuições exigidas pela legislação estadual, credenciamento pelo Corpo de Bombeiros e se tem a devida experiencia. Um outro quesito é ficar atento ao aprofundamento das aulas práticas. Em uma ocorrência, o Bombeiro Civil precisa saber fazer a diferença. 

Independentemente das situações críticas, todo bombeiro civil busca a sensação de “missão cumprida” ao encerrar o turno. Mas, para isso, é necessário mais do que aprimorar a técnica. O perfil desse profissional deve ser contemplado pelo posicionamento respeitoso, proatividade e colaborativismo. A eficácia de um combate, da prevenção e do resgate depende do trabalho em equipe, do alto conhecimento e do compromisso em se colocar no lugar do outro. 

Profissional Invisível 

Há pouco menos de 1 ano e meio, quando atuava no Shopping Itaipu Multicenter, em Niterói, o carioca Pablo Nascimento Campos soube que tinha feito as escolhas corretas. Uma ocorrência, que poderia ser uma infeliz lembrança para muitos, se tornou um marco na memória do Bombeiro Civil. Pablo prestou atendimento a uma criança vítima de um acidente ocorrido dentro do estacionamento do centro de compras. E tempos depois, pai e filho foram ao shopping agradecer e reconhecer o trabalho bem feito.  

Mas, não é sempre que isso acontece, muitas vezes, o trabalho destes profissionais que atuam em shoppings, aeroportos, edificações comerciais, indústrias e outros tantos empreendimentos corporativos é complementarmente ignorado. 

Pablo é um apaixonado pelo que faz e isso é percebido em uma breve conversa. Aos 25 anos, ele atua há 1 ano e 6 meses na  Sprink. Sua rotina, assim como a de seus inúmeros colegas de atividade, é dedicada a uma missão diária:  detectar riscos a fim de evitá-los e prestar socorro imediato em caso de ocorrências. E a ausência de ocorrências, geralmente, é sinônimo do trabalho bem-feito em uma jornada que dura 12 horas. 

Perguntado sobre o porquê da escolha desta profissão, ele revela um pouco da sua história. “Atuei durante um tempo no Exército e, ali, aprendi as noções de primeiros socorros. Após deixar as Forças Armadas, fiz o curso de bombeiro civil para aprimorar meus conhecimentos e poder aplicá-los quando fosse necessário”.  

Ele também conta que foi aprovado no concurso da Polícia Militar do Rio de Janeiro, tendo sido convocado em abril de 2019 quando já estava formado. ”Apesar de, desde muito pequeno ser fascinado pelo trabalho dos policiais, inclusive com amigos e familiares na corporação, percebi que poderia ser mais feliz na profissão que estou hoje”. Outro traço de sua personalidade que pode ser percebido é a dedicação já que, no curso de formação – com 210 horas de treinamento, ocupou o primeiro lugar entre os 35 alunos da turma. 

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